2010, as eleições e como ser cidadão nas redes sociais.

2010 é ano de eleição. Isso não é novidade para ninguém. No entanto este ano, até o momento, foi marcado pelo desenvolvimento da relação de empresas de diversos setores e de usuários com as mídias sociais.

Nos anos anteriores, fomos bombardeados por early users e profissionais, que aprenderam e desenvolveram diversos processos para estratégias e atuações nesse ambiente. Entre eles, temos o case Obama, um político pouco conhecido, que principalmente  pela transparência e atividade não só na mídia social, mas em todo universo digital, conseguiu ser eleito presidente dos Estados Unidos.

Essa possibilidade fez com que os políticos de todo o mundo vissem esse meio com olhos cheios de alegria. E muito foi dito sobre a estratégia política nas mídias sociais. Palestras, cursos, workshops, mesas de debates e diversas reuniões de profissionais brasileiros foram feitas para discutir a viabilidade e as chances de sucesso e insucesso dos políticos nessa aventura.

Os políticos agora estão arriscando, um bom exemplo disso é a contratação de Scot Goodstein, responsável pela campanha do Obama, por Dilma para cuidar de sua campanha.

Os políticos tem adotado estratégias, mas não vamos entrar em méritos, ou não, destas.  Muitas outras coisas do universo político tem acontecido no digital. Principalmente em relação a atividade de usuários. As principais redes públicas e/ou de interesse público,  voltada para troca opiniões, informações sobre candidatos nos dão uma boa idéia de como andam estas movimentações:

Adote um Vereador; é um projeto onde vocês pode acompanhar a atividade dos vereadores da sua cidade.

E-democracia: uma rede social idealizada pela Câmara dos Deputados, para troca de informações  a respeito das atividades dos deputados e interesses da população.

Cultura Digital: um projeto do Ministério da Cultura, que é um Fórum para discussão das políticas públicas e comportamento da população sobre a cultura digital.

Vote na Web: tem como objetivo disseminar projetos de lei que estão em trâmite, para que a população de sua opinião e o seu voto para apoiar a decisão, ou não.

Eu lembro: voltado para a população, para que esta acompanhe as promessas feitas pelos candidatos e então o acompanhe após eleito. Além de lembra-los em quem votou, visa ajudar acompanhar e cobrar promessas cumpridas.

Projeto fica limpa: não é bem uma rede social, mas é um exemplo da força delas no cenário político. A partir de um movimento social, que se expandiu para as redes sociais, principalmente o Twitter, este Projeto de Lei teve aprovação no congresso, sem mudanças no texto da Lei, e aprovação por consenso no senado. Falta apenas a sanção presidencial.

E o que estas redes e atitudes sociais têm a ver com as estratégias políticas para o meio digital? Elas não vão alterar estratégias, mas vão permitir maior transparência política, e permitem à sociedade, ter um peso maior nas decisões e atitudes dos políticos que virão, pois permitem que se unam com mais facilidade e da mesma forma, cheguem aos políticos sem serem ignorados.

Pessoalmente, não acredito que os candidatos tenham boas chances de serem eleitos graças a internet, mas sim, que este ano será um bom observatório para saber quais candidatos estão preparados para lidar com críticas e cobranças diretas da população. E estes sim, terão grandes chances de eleição em 2012 ou 2014.

E você?