Imagine um blog ou um site como um canal de televisão, ele produz entretenimento para diversas pessoas, mas nem todos os canais possuem as mesmas características e quantidade de telespectadores. Para saber onde a sua audiência está centrada, ou até mesmo quem ela é, as métricas surgem. E ainda permitem identificar tendências, assuntos comentados, o que mais gostam, como os usuários navegam e a importância do seu domínio no ambiente online. Elas são indicadores de desempenho e por isso permitem manter, mudar ou abortar o rumo de nossas ações e desta forma auxiliam no desenvolvimento neste ambiente.
Mas afinal, como elas funcionam?
A análise de métricas funciona mais ou menos assim: o usuário acessa o site, o navegador interpreta o conteúdo, cookies e processa a tag. Em seguida o computador transforma essas informações em dados técnicos e os envia para servidores de tags que por sua vez geram logs e registros de dados. Essas informações vão para o software escolhido que as transforma em informações agregadas. Ai a interface web escolhida consulta essas informações e exibe os resultados.
Hoje existem diferentes métricas, tanto pagas quanto gratuitas para diferentes objetivos, o que torna o “saber fazer a pergunta” algo importante neste processo. Essas métricas fornecem diferentes informações para serem interpretadas, mas algumas delas já permitem que você conclua coisas importantes como a aceitação, a navegabilidade, a popularidade, períodos de acesso, origem dos usuários e interação dos usuários.
Existem diferentes tipos de métricas, para anúncios, percepção, mídias sociais, mobile, sites, blogs, participação online, etc. Mas nosso foco aqui é a Web Analytic, e seu resultado para tráfego em sites, afinal foi por isso que você teve todo aquele trabalho de otimização e aplicação de SEO, certo?! Caso não tenha sido, é bom reconsiderar.
A Web Analytic pode ser sub-dividia em duas categorias das “Log” e “tag”. As logs analisam o registro de requisição do seu site, como tipos de arquivos foram requisitados, qual a latência do servidor, a carga dos servidores, etc. Mas ela não permite um conhecimento quanto a acesso por conta de limitações técnicas de servidos, Proxy e cache.
As principais ferramentas deste tipo de análise são:
- Webtrends Analytics Software: é uma ferramenta paga que possibilita entender o buzz da sua marca no meio digital, identificar segmentos, otimização de influência e SEM, análise do desempenho online e mensurar comportamento em mídias sociais.
- Urchin do Google: é uma ferramenta paga do Google, para sistemas que não permitem o uso do Google Analytics, como o Linux. Tem praticamente as mesas ferramentas, que serão explicadas mais a frente na explicação desta última ferramenta.
- AWStats (“de grátis” e open-source): ferramenta de análise de web, streaming, ftp e estatísticas de servidos de e-mail
A mensuração por tags é a mais aceita e utilizada, pois permite a mensuração de visitantes. Isso acontece porque quando se “tagueia” ou nomeia as páginas do site e os recursos com um código snippet, que captura as informações do usuário e as envia para um servidor específico. Todo controle é feito pelo navegador, o que permite o uso de cookies e identificar com mais precisão o usuário.
- Google Analytics: É a principal ferramenta desta categoria é também gratuita. Dizer todos os recursos disponíveis nele renderia um livro, mas vamos nos conter com o básico: análise de visitantes, tráfego, páginas que visitaram, tempo na página, rejeição, conversões e fidelidade.
- Webtrends Analytics On-Demand: é paga e permite as mesmas análises do analytics.
- Omniture SiteCatalyst: Além de todas as ferramentas de análise, permite a análise de mobile e mídia social.
- Piwik : é um software open-source e gratuito e permite alta customização de plugins, APIs e widgets.
E agora? O que significa tudo isso?
Depois de escolher a ferramenta métrica, a grande questão é interpretar estas informações de uma maneira mais produtiva.
Alguns deles:
- Conversão: considerando que cada site tem um objetivo de acesso como comentário, assinatura de feeds, compartilhamento ou formulário de contato, a Conversão é a a taxa de pessoas que acessam esse link, que deve ser configurada manualmente. Se a sua taxa é pequena, ou não há interesse ou o botão para acesso é difícil de ser encontrado.
- Hit: é o número de requisições de arquivos enviadas para o servidor. Cada vez que o servidor envia um arquivo para o browser, ele é gravado no servidor como um hit. Eles são gerados por cada elemento da página solicitada, incluindo gráficos, textos e itens interativos. Se uma página que contém dois gráficos é vista por um usuário, três hits serão gravados – um para a própria página e um para cada um dos gráficos. Não é mais utilizado como métrica de vendas, substituído hoje por impressões. (quantidade de vezes que um anúncio é visualizado, neste caso o clique é desconsiderado).
- Keyword: em bom português é a Palavra-chave, usada em ferramentas de busca ou base de dados, que traz em si o significado de um assunto. Por meio dela é possível localizar esse assunto. Ela te permite saber quais assuntos são mais relevantes para a atração de usuários, ou caso utilize Adwords ou qualquer outro tipo de Links Patrocinados, qual palavra seria mais interessante para você utilizar.
- Pageviews: é a quantidade de páginas que cada visitante entrou ao acessar seu site. É sub-dividida em Page-view-per-visitor, que é a quantidade de páginas visitadas por visitante em uma visita. Ela permite identificar o desempenho da arquitetura do site, um bom Pageview pode ser conseqüência dela assim como o contrário também pode ocorrer. Ou até resultado do layout ou dos assuntos abordados.
- Referrers: São as referências da sua URL em outros domínios onlines.
- Top Entry e Exit Pages: são as páginas que levam o usuário para o seu site, também conhecida como “Traffic Source”. É interessante por exemplo, se a maioria dos usuários vêm por busca orgânica, significa que o SEO está bem desenvolvido. Ou se vêm de um site específico, seria uma boa adotar uma parceria.
- Tag: É um comando inserido no texto de um arquivo que descreve a estrutura lógica do documento e determina como o arquivo irá ser exibido no browser. Ou pode ser feito tag por seções ou como o todo dentro de um determinado site.
- Visitas: o número de visitas do seu site. É possível identificar as datas de maior visita por exemplo, em geral representam o resultado final de todo investimento. Uma visita constitui o conjunto de atividades de um indivíduo específico num site na web. É o agrupamento dos Page Views e Hits que um determinado navegador realizou, seqüencialmente, em um determinado intervalo de tempo. Geralmente, conta-se como uma nova visita caso haja inatividade por mais de 30 minutos.
- Visitantes Únicos: Usuário único identificado por métodos de sessionalização que visam reconhecer de maneira consolidada os visitante de um site. Pode ser identificado pelo IP somente, por uma combinação de IP + Agente navegador (User-agent) ou, nas ferramentas mais precisas, por cookies.
É sempre bom lembrar que estas ferramentas são análises de resultado de um investimento (de tempo e talvez dinheiro), em otimização de site e SEO, dos quais o André Tonue dá algumas dicas em outro post. E que estes podem ser melhorados com freqüência de acordo com os números identificados.
Espero que tenha ajudado na sua busca por melhoras e boa sorte.
Fontes: ( http://leticia1.dihitt.com.br/Leticia1/noticia/o-que-e-um-indicador-de-desempenho, http://www.directperformance.com.br/ferramentas-de-metricas-tipos-e-usos, http://analytics.blogspot.com/2009/05/top-ten-myths-about-google-analytics.html, http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_analytics, http://www.slideshare.net/pandiyarajan/web-analytics-basics, http://www.slideshare.net/kstraub/mahaffey-straub-analtyics4-nih-mwag2, http://www.metricasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/12/iab-brasil-glossario-de-metricas-e-midias-interativas.pdf )
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