Domingo à noite, televisão ligada no Fantástico – inevitável. Até uma ou duas semanas atrás, a bola da vez era a crise mundial. Não se conseguia passar um dia sem ouvir falar a respeito. Agora, o assunto é a gripe suína. Logicamente, a mudança de foco não resolve o problema. Mas acredito que, para a sociedade como um todo, ele fique menos aparente. Solucionamos um problema transferindo o foco a outro problema? Talvez sim, talvez não. Isto pode ajudar as pessoas a se sentirem um pouco mais confortáveis quanto à economia e se concentrarem em algo muito mais urgente, e mais tangível, do que taxas de juros e cotações de bolsa. Mas com certeza isto também serve a outro interesse, mesmo que involuntariamente: as pessoas começam a prestar menos atenção em problemas políticos, como o escândalo das passagens, por exemplo. E viva o Brasil!
A mídia pode mudar o foco, e determinados grupos podem ganhar com isso. A mídia também pode influenciar o comportamtento daqueles que estão na linha de frente, e nem sempre para o melhor. Posso citar, por exemplo, o caso do sequestro do ônibus 174, no Rio. A transmissão do sequestro em rede nacional fez com que a PM decidisse não atirar em Sandro, o sequestrador, enquanto este estava no ônibus por temer retaliações da opinião pública. Todos conhecemos o trágico resultado.
Claro que aqui não cabe um estudo aprofundado sobre o assunto – existem fontes muito mais
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