Segurança Grátis?

Brasileiro que é brasileiro não se previne. Só vai ao médico quando já tá doendo (muito). Brasileiro que é brasileiro sabe empurrar com a barriga. Por mais que a gente tente ser proativo, agitar, fazer, pular e gritar, não adianta. Tá nos genes. E, claro, nosso Estado não dá o exemplo. O cara que não tem um plano de saúde mediamente descente só é atendido pelo SUS quando está pra morrer. É assim, não sei por que, só sei que é. E se a preocupação com a saúde, bem estar e integridade do indivíduo já é tão problemática, imagina quando o assunto é proteção na Internet.

Então quer dizer que tem que pagar também por isso? Mas como? O próprio espírito da internet é o da colaboração, do código aberto, da liberdade. É, não é?

Bom, é e não é. Por muito tempo, soluções de segurança grátis foram muito populares entre os usuários de computadores brazucas (especialmente os residenciais). Funciona, não funciona? Claro que funciona, mas na verdade uma solução de segurança não é um produto. É um produto-serviço. O software – no caso, o produto – depende de um serviço pra continuar atualizado. Senão não serve pra nada, já que os cyberpilantras de plantão inventam milhares de ameaças novas por dia.

Mas a tal da solução grátis não tem atualização? Tem, claro que tem. Mas pense comigo: toda empresa precisa de lucro vindo de algum lugar, senão morre, certo? Pra ter lucro, precisa vender. Mas como, se é grátis? Bom, acho que todo mundo sabe que todos os antivírus grátis têm uma versão paga. Que não por acaso, é sempre muito melhor.

Mas com toda esta conversa de computação in the cloud e tudo o mais, o panorama começa a mudar. Quer dizer, pelo menos surgem algumas outras alternativas. Eu acho que as soluções pagas continuarão oferecendo uma proteção mais parruda, especialmente para configurações cliente-servidor, mas a Microsoft está planejando entrar no mercado de soluções de segurança para uso doméstico. Será grátis, porque o usuário médio, especialmente em países em desenvolvimento, não quer ou não pode pagar por segurança na Internet. E, para vender mais sistema operacional, a gangue de Bill Gates precisa garantir aos seus consumidores do “terceiro mundo” (odeio este termo) que eles terão uma experiência segura de computação. Vai dar uma chacoalhada no mercado com certeza.

Vale a pena conferir, saiu no site Security Focus.

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O Autor:
Pablo Caldas. Redator e curioso nas horas vagas (que são muito poucas!). Pira em Star Wars, Gabriel Garica Márquez, Saramago e Rushdie.

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