Social Games
Social games nada mais são que games inseridos no mundo das redes sociais. O Facebook ganhou muitos acessos no Brasil depois que disponibilizou games como o FarmVille e Mafia Wars a idéia é que os usuários não apenas desenvolvam seus personagens, mas também possam interagir com amigos para evoluir com pontos, experiências, força, dinheiro, vencer outros grupos ou ter uma colheita mais bonita.
As redes sociais por terem como característica a interconexão e a coletividade, são um ambiente em que os games podem crescer naturalmente, uma vez que estes têm como padrão a representação da realidade , que segundo Andrade Pereira pode ser entendida como “um conjunto de padrões sensórias e cognitivos e com um sistema de crenças e de linguagens simbólicas que, somados, organizam e significam as percepções orientado as ações de um grupo nos jogos e nas interações permanentes com o seu meio ambiente”, assim, é possível estender a experiência do usuário com uma simulação daquela realidade de comunidade.
Desta forma o valor social é agregado a ferramenta como uma possibilidade aumentar a reputação, colaboração, sociabilidade e relações dentro dos games.
Para se ter um idéia, o FarmVille do Facebook tem mais ou menos 11 milhões de jogadores mundialmente que ativam o aplicativo todos os dias, sendo que este foi lançado em junho deste ano. No Orkut do Brasil, temos o Colheita Feliz com cerca de 1,5 milhões de usuários cadastrados sendo que destes, 1,4 milhões acessam toda semana, segundo a entrevista de Tahiana D’Egmont para o Sim Viral. Os jogos também têm expandido não só em redes como MySpace, Facebook, Orkut e hi5, mas em todas as tecnologias que impliquem relacionamento e socialização como Twitter e Iphone.
Estes tipos de jogos não são uma simples página em flash, muitas características desta realidade precisam ser adaptadas, como: rankings, feeds, turnos e claro, as plataformas sociais como base.
Mas você como empresa ou marca deve ser perguntar: mas que catso eu tenho com isso?
Os jogos sociais geram envolvimento e experiência complementar a relação das mídias sócias, uma vez que permite que o usuário permaneça mais tempo naquele site se empenhando e evoluindo para cumprir o objetivo do game ali inserido. Caso atrativo, ele poderá permanecer meses evoluindo e desenvolvendo seu personagem, uma vez que em geral existe um avatar personalizado que simboliza o jogado ou até mesmo um “nickname” que o identifique. Essa imersão permite que relacionamentos se desenvolvam, não só entre os participantes, mas também para com o jogo.
Agora se substituirmos a palavra jogo por marca, temos aqui uma forma de fazer com que o usuário se envolva com ela e crie um relacionamento para assim assim, ampliar a experiência, além de agregar características para ela.
Existem muitas coisas que podem ser feitas, muitos games que podem ser desenvolvidos sem nunca se esquecer de respeitar o posicionamento e o universo que a marca está inserida. Pode ser um game de corridas de rua, onde o personagem precisa treinar, ganhar dinheiro e competir com outros usuários para a Adidas Running, por exemplo.
Mas é preciso ter cautela antes de sair por aí fazendo jogos para a marca de chinelos da tia. Como este aplicativo é relativamente novo, algumas arestas precisam ser cortadas e realinhadas, como a lentidão, a falta de sincronia, a possibilidade de algum problema na comunidade interferir na sua jogabilidade, formas de retorno financeiro, o fato de que no Brasil a internet discada que impossibilita muitas horas de navegação e acesso a sites mais pesados e o grande desafio de fazer com que o usuário permaneça jogando e interessado nele. Pois os aplicativos tendem a se tornar repetitivos e então entediantes sem objetivos diferentes e desafiadores.
Assim, a ferramenta social games pode ser muito útil para ampliar relacionamento e impressões de marcas, mas é preciso ter muita cautela com seu desenvolvimento, pois como tudo no meio digital, se não tiver um conteúdo bem elaborado pode cair na cesta de “modinhas”.
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